Os valores que orientam e motivam a vida do sacerdote ou do religioso superam e transcendem qualquer exigência e motivação da própria personalidade do indivíduo. Aquilo que o indivíduo deseja ser (seu Eu ideal) é acolhido ao interno da sua visão de fé na qual crê e se abandona e ao mesmo tempo se doa mais além de qualquer fim utilitário imanente: os valores sacerdotais e religiosos não são um meio para realizar o próprio Eu, mas pelo contrário tudo aquilo que o individuo é e pode ser é colocado a disposição destes mesmos ideais (chamado) cuja realização se deve obter com toda sinceridade.
A transcendência dos valores da vocação não os torna abstratos e, portanto afastados do nível existencial no qual cada indivíduo se apresenta, mas o sujeito historicamente interessado apresenta-se com o conjunto das mediações que intervêm na percepção e compreensão destes valores sacerdotais e religiosos: o Eu ideal se torna, portanto necessariamente o Eu ideal na situação comunitária.
Podemos, portanto afirmar que o pressuposto teórico do qual se deve ter presente para analisar a vocação religiosa ou sacerdotal está constituído por três elementos:
1) a presença de valores transcendentes instrumentais e terminais que constituem o Eu ideal do indivíduo;
2) uma percepção, compreensão e aceitação historicamente orientada por tais valores por parte do indivíduo;
3) uma referência de tipo estreitamente normativo com tais valores transcendentes que exclua toda falsidade consciente por parte do indivíduo (vocacionado/a).
Toda Congregação, Ordem ou Instituto religioso possui um carisma específico e é importante que todo candidato (a) conheça vários carismas para ver a vontade de Deus e que nenhuma decisão seja impetuosa ou coagida por situações alheias, interesses ou fuga mas tudo deve atuar-se na liberdade que o mesmo Pai nos concede.
Normalmente as etapas se dividem em:
1) Propedêutico ou aspirantado para fomentar, incentivar e discernir tal chamado. É sempre importante que o candidato (a) crie um laço e seja acompanhado precedentemente ao seu ingresso através de visitas e convívios vocacionais;
2) Postulantado – o vocacionado expressa de modo livre e orante o desejo de abraçar tal vocação num carisma específico. Vida fraterna e conhecimento pessoal e comunitário são explorados nesta fase;
3) Noviciado – tempo forte e propício em preparação para os conselhos evangélicos sob nosso carisma (votos: castidade, pobreza e obediência) como oferta ao Reino e aos irmãos;
4) Votos temporários ou simples – o noviço ou noviça professa diante do Superior da Ordem ou delegado os votos a serem renovados por três anos;
5) Votos perpétuos – após três anos de renovação se o religioso for considerado idôneo será aprovado pelo Conselho para a profissão perpétua – laço canônico e membro integral com voz ativa na Ordem ou Instituto.
6) Formação permanente e continuação da formação comunitária e específica de cada candidato.
Requisitos em nossa Comunidade Monástica para a admissão:
1) Que tenha concluído o 2° Grau (Ensino Médio);
2) Carta de apresentação do Pároco ou Bispo Diocesano;
3) Não acolhemos em nosso Instituto F.M.C. egressos - jovens provenientes de outros seminários ou institutos religiosos;
4) Apresentação dos documentos (batismo, crisma, primeira eucaristia e documentos civis);
5) Apresentação de hemograma completo incluindo HIV conforme orientação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil);
6) Certificado de antecedentes criminais;
7) Em nossa Comunidade, candidatos ou candidatas com histórico de drogas ou alcolismo devem ser tratados com atenção, mas recomendamos com cautela que procurem outras Ordens ou Institutos religiosos;
8) Todo candidato deve passar pela visita psicológica com a apresentação de um possível laudo por parte do terapeuta antes da admissão;
9) Que sejam observados outras orientações no processo vocacional por parte da Igreja e da CRB, CNBB, suas diretrizes e de nossa Comunidade Monástica.
10) Idade Máxima para acolhida em nosso Instituto é de 25 anos.
11) Nosso Instituto F.M.C. é um Instituto especificamente de consagrados/irmãos - portanto se algum vocacionado tiver um chamado peculiar ao sacerdócio pedimos que procure outras Congregações ou Dioceses para isso.
Rev. Arquimandrita Theodoro
Fundador F.M.C.
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