Ο ΛΟΓΟΣ ΓΑΡ Ο ΤΟΥ ΣΤΑΥΡΟΥ ΜΩΡΙΑ ΕΣΤΙΝ

Dia internacional das mulheres 2012

13/03/2012 15:30

Neste Dia Internacional das Mulheres,

quero honrar a Primeira Mulher que ensinou os homens a Amar!

 

Amadas filhas minhas,

 

Assim como, na Cruz, Nosso Senhor Jesus Cristo privou a Sua Natureza Humana de toda a alegria que Lhe podia vir da Sua Divindade, assim também privou Sua Mãe de todas as alegrias relativas às coisas de Seu Pai. Se o gume da espada, reservado a

Cristo, era o abandono, o de Maria era a noite.

 

Diz o Evangelho que caiu a noite sobre a Terra, quando Nosso Senhor Jesus Cristo, na Cruz, ergueu às Alturas o Seu Grito supremo; agora, é a noite que invade o espírito de Maria, porque o Seu Próprio Filho quis esse eclipse do Sol.

 

Compreendemos que é quase uma pergunta que Nosso Senhor Jesus Cristo Lhe faz, ao dizer-Lhe: “Por que me buscáveis?” (São Lucas, 2,49). Suspenso, mais tarde, na Cruz, entre a Terra e o Céu, devia Jesus sentir-Se abandonado por Deus e repelido pelos homens. Assim, Maria, por uma só Palavra da Divina Espada, é abandonada por Aquele que é, ao mesmo tempo, Deus e Homem.

 

A sombria noite dos santos não é igual à noite dos pecadores. Nos primeiros, não há luz, mas há amor.

 

 

Mulheres, a razão humana, chegada a certo ponto, nem sempre pode descrever o que se passa no  nosso coração. O próprio amor humano, nos seus mais altos momentos de êxtase, não se pode exprimir com palavras. A razão pode compreender palavras, mas não o Verbo.

 

Ora, diz-nos o Evangelho que aquilo que Maria não compreendia era o que dizia o Verbo. Como é difícil de compreender a Palavra, quando ela se divide em palavras! Maria não compreendia porque o Verbo A elevava acima do abismo da razão e A arrastava por sobre esse outro abismo incomensurável que é o Espírito de Deus.

 

A Sabedoria Divina, na sua expressão humana, pode dizer o Seu Segredo, do mesmo modo que São Paulo não podia contar a sua visão do terceiro Céu. As palavras eram incapazes de exprimir inteiramente, por si, a significação do Verbo.

 

Para provar que essa noite não era de ignorância, acrescenta o Evangelho: “E Sua Mãe conservava todas estas coisas no Seu coração” (São Lucas, 2, 51).

 

A Sua Alma guardaria a Palavra, e o Seu Coração as palavras. Ele que, por Suas Palavras, parecia renegá-La, une-A, agora, a Si Próprio, não apenas por ter depositado o mel da Sua Mensagem na colmeia do Coração d’Ela, mas também porque volta a Nazaré com Ela, submetendo-se Lhe.

 

Cristo não se serve de instrumentos humanos, para brandir a Espada Divina sobre Sua Mãe. Aos doze anos, tem força bastante para utilizá-la Ele mesmo. Nessa dor, ambas as Naturezas d’Ele se fixam sobre Ela para fazer d’Ela a Co-Redentora: a Sua natureza humana na perda física, a Sua natureza divina na noite

sombria da alma.

 

Na Anunciação, Ela perguntara ao Anjo: “Como pode isso ser, se não conheço varão?” Hoje, dirige-Se ao Próprio Homem-Deus, chamando-Lhe “Filho”e pedindo-Lhe que Se explique, que justifique o que fez. Maria tem consciência de ser Mãe de Deus. Onde quer que haja santidade há familiaridade com Deus. E essa familiaridade é maior ainda na dor do que na alegria.

 

 

Certos Santos, favorecidos com revelações de Nosso Senhor, declaravam que essa dor de Maria custou a Jesus extraordinários sofrimentos. Ali, como sempre, trespassou Ele, o Seu Próprio Coração, antes de trespassar O de Sua Mãe, como o propósito de ser o primeiro a conhecer essa provação. A dor, que mais tarde iria sofrer, de abandonar Sua Mãe, depois das três horas de agonia na Cruz, era então antecipada por esses três dias de separação.

 

Aqueles que pecam sem Fé não podem sentir a angústia dos que pecamcom Fé. Possuir a Deus, ocultar-Se daqueles

que estavam no propósito de jamais abandona-LO, tal foi a ferida de Jesus. Ambos sentiram os efeitos do pecado, de maneira diferente, mas em igual noite de alma: Ela por O ter perdido; Ele por se ter perdido. Se a dor de Maria foi um inferno, a agonia de Lha  infligir era a dor de Jesus.

 

A Santíssima Virgem tornou-se o Refúgio dos pecadores por ter aprendido o que é perder Deus e tornar a encontrá-Lo.

 

Cristo tornou-se o Redentor dos pecadores por ter conhecido a malícia, a vontade deliberada daqueles que ferem os seres a quem amam! Sentiu o que pode sentir a criatura, ao perder a criatura. Maria perdeu Jesus na noite mística da alma, e não na noite moral de um mau coração. A Sua perda era a ocultação da Face d’Ele.

 

Ela não Lhe fugia. Mas mostra-nos Ela que, quando perdemos a Deus, não devemos limitar-nos a esperar que Ele volte. Devemos ir procurá-LO, e é Ela que, para alegria da nossa alma, sabe onde O podemos encontrar!

 

Sendo assim, desejo neste dia Internacional das Mulheres, que todas as mulheres compreendam que: Onde quer que haja Santidade há familiaridade com Deus. E essa familiaridade é maior ainda na dor do que na alegria.

 

 

Levem minha melhor maneira de amar a cada uma das mulheres desse mundo:

Minha Benção Apostólica

 

 

 

† Dom Farès Maakaroun

Arcebispo da Igreja Católica, Apostólica, Greco-Melquita

no Brasil.

 

 

São  Paulo  08 de Março de 2012

Contato vocacional

Rev. Arquimandrita Theodoro

misereor72@hotmail.com

Av. Santo Antônio, 150 CA - Barra Funda - CEP 18.114-345
Caixa Postal 5 (CEP 18.110-972) - Votorantim/São Paulo (Brasil)

+55 (15) 32435837

Pesquisar no site

"Adoramos Vossa cruz, Senhor, e glorificamos vossa Santa Ressurreição" © 2008 Todos os direitos reservados.

Loja online grátis Webnode